Jair Bolsonaro diz que não é um candidato da extrema-direita. Com uma vantagem confortável nas sondagens para a segunda volta das presidenciais brasileiras, com 58 por cento das intenções de voto face aos 42 por cento atribuídos ao rival trabalhista Fernando Haddad, o candidato populista conduziu, no Rio de Janeiro, o primeiro ato público desde a primeira volta das eleições, no dia 7.

Bolsonaro: “Eu não sou de extrema-direita. Me aponta um ato meu que seja da extrema direita. Quando falei no passado a questão da imigração, não podemos ter um país com fronteiras abertas. Eu sou um admirador do presidente Trump. Ele quer a América grande, eu quero o Brasil grande.”

Assassinato na Bahia com motivação política?

Bolsonaro fez também referência à vaga de agressões que marcou os últimos dias de campanha:

“Lamento o episódio ocorrido na Baía. Pelo que ouvi agora, o assassino disse que o motivo não teria sido uma briga política, teria sido outro problema.”

Na segunda-feira, um conhecido mestre de capoeira, Moa do Katendê, de 63 anos, foi assassinado com 12 facadas em Salvador da Baía. Apesar do atacante ter negado, para o músico Caetano Veloso o motivo foi político:

“Ele foi assassinado por causa de discussão política, porque ele disse que votava, tinha votado no partido dos trabalhadores e que as pessoas que ele conhecia também. E um cara que era um bolsonarista apaixonado, matou o Moa com 12 facadas.”

Nos últimos dias, foram registados ataques e ameaças contra adversários políticos, jornalistas e membros da comunidade homossexual e transexual abertamente críticos de Bolsonaro.

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