“No meu país hão de me valorizar quando tiver com os pés para a cova”, desabafou. Tony Carreira recebeu título de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras do governo francês mas está desiludido com a embaixada portuguesa em Paris.

No dia em que título de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras do governo francês, Tony Carreira mostrou-se desagradado com o reconhecimento que lhe é feito por Portugal.

O músico português foi galardoado esta sexta-feira com um título já atribuído a personalidades como Lobo Antunes, Bob Dylan e Amália Rodrigues. Mas a cerimónia não aconteceu no local que mais desejava: a embaixada portuguesa em Paris.

Ao Jornal de Notícias, o artista conta que pediu “ao embaixador de Portugal em Paris para que a cerimónia acontecesse na embaixada. A resposta foi simplesmente que não podia ser”. As várias tentativas de contacto com o embaixador José Filipe Moraes Cabral mostraram-se infrutíferas e a sua ausência foi notada na comemoração. Acabou por não ser convidado.

“No meu país, hão de valorizar-me quando tiver um pé para a cova. Foi em Portugal que construí verdadeiramente a minha carreira, por isso não deixa de ser irónico que seja o governo francês a ordenar-me primeiro. Isso, mais do que injusto para os artistas, é arrogante para as pessoas que seguem esses artistas”, desabafou Tony no jantar que se seguiu ao evento, que decorreu no jardim de inverno do Hotel de Sers.

O cantor apresenta agora o seu novo trabalho, ‘Mon Fado’, o segundo álbum cantado em francês. Em março, vai fazer uma digressão por 17 cidades daquele país, que tanto o acarinha.

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