Antes de disparar a pandemia da Covid-19 por todo o Mundo, a emigração portuguesa para o Reino Unido aumentava a bom ritmo.

Registaram-se num ano até Março 23 925 portugueses na segurança social britânica, mais 22% do que no mesmo período do ano passado, revela o relatório trimestral do ministério do Trabalho. Portugal é o terceiro país europeu em registos, atrás de Espanha e Itália.

Apesar do aumento de cidadãos da União Europeia (UE), 11.000, mais 3% do que ano transacto, Roménia (-6%) e Polónia (-13%) reduziram o afluxo de nativos às Ilhas Britânicas.

“Por causa da Covid-19 é provável que a procura pelos serviços do Número de Segurança Social (nino) por nacionais não britânicos tenha sido afetada, com potenciais migrantes a ficarem nos seus países ou migrantes existentes no Reino Unido a regressar aos seus países de origem, e migrantes que tenham permanecido no Reino Unido poderão ter sido impedidos de começar um novo emprego”, pode ler-se neste relatório.

Algumas inscrições, no entanto, podem ter sido motivadas pela necessidade de pedir apoio social oferecido pelo Governo para os residentes no Reino Unido afectados pelo lockdown.

Foram cerca de 760 000 inscrições na segurança social, um aumento de 17% em relação a Março de 2019.

Embora mais de metade continuem a ser de nacionais da UE, o aumento foi também resultado da entrada de nacionais de países fora da UE, como Índia, Paquistão, Nigéria, Gana ou Turquia.

O National Insurance Number é um requisito para se poder trabalhar e beneficiar do sistema de apoio social no Reino Unido.


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