Fantasia ou Fetiche, descubra a diferença

Preparado para abrir esta caixa de Pandora?

Talvez seja pelo nome ou pela forma como têm sido retratados ao longo dos tempos em diversos filmes, livros e contos, a verdade é que os fetiches sexuais continuam a apresentar uma aura “estranha” com um pouco de proibido.

FETICHISMO VS FANTASIAS
Um erro comum é confundir as suas fantasias com um possível fetiche. Não é um erro grave, mas como leitor MH certamente quer saber a diferença. Em termos de psicologia, “o fetichismo é o desvio do interesse sexual para alguma parte do corpo do parceiro ou para objetos que possam estar intimamente ligados ao corpo humano, tais como roupa interior, sapatos, peças de vestuário de seda, cabedal ou borracha, entre outros”, explica o dr. Francisco Allen Gomes, médico de Psiquiatria e responsável pela consulta de Sexologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra . Associado a esta parafilia, existe o parcialismo “caraterizado pelos fortes impulsos sexuais e desejos intimamente excitantes relacionados em exclusivo com partes do corpo humano, tais como pés, mãos, lábios, pernas, excluindo tudo o resto”, refere. Desta forma, a atividade sexual pode ser inteiramente dedicada ao fetiche, através da masturbação enquanto interage com o objeto do fetiche (cheira, beija, esfrega), ou através da inclusão do objeto do fetiche na relação sexual – pedir à parceira que vista determinada roupa ou que nunca tire os sapatos de salto alto”.

A SUA MULHER TAMBÉM TEM FETICHES…
O grande sucesso da trilogia As Cinquenta Sombras de Grey, assenta num princípio-base: as mulheres também têm muitos fetiches e chegou a hora de os revelarem. Esta simples fórmula transformou a trilogia numa das mais vendidas (e lidas) em todo o mundo, por homens e mulheres. O lado feminino revela os seus desejos sexuais e o lado masculino liberta a sua curiosidade. Descobriu-se a pólvora em pleno século XXI? Nada disso. O mérito deste livro está em dar voz aos desejos (até então) mudos. “É importante saber sempre equacionar e canalizar a energia sexual de forma a compartilhar o prazer com a parceira. Com sensibilidade poderá incentivar e motivar a sua parceira a desvelar-se sexualmente e, enquanto casal, começarem a ousar e a realizar o prazer sexual com um pouco mais de envolvimento”, refere a dra. Mariagrazia Marini.

Ainda existem várias mulheres que deixam essa responsabilidade para os homens, mas elas também querem participar nas fantasias.

Como o saber não ocupa lugar, leia esta trilogia, tire notas e invista algum do seu tempo a explorar os desejos sexuais da sua mulher . Depois, puxe por ela, pois se você ainda tem algum receio de revelar os seus fetiches, é muito provável que se passe o mesmo com ela. No entanto, através do diálogo, um novo mundo de fantasias pode estar prestes a ser revelado.

QUANTO MAIS “PROIBIDO” MELHOR!
A maior parte dos casais só se apercebe dos fetiches um do outro após o casamento. Por uma razão ou por outra, quando decidem revelar os seus desejos mais íntimos (e guardados há tanto tempo) o resultado pode ser surpreendente: ou origina a compreensão e aceitação da parceira ou, por outro lado, gera uma raiva e desconfiança assente na ideia de nunca o ter revelado. “O prazer sexual, quando associado a novas iniciativas consentidas por ambos e com combinações que não impliquem transtornos a qualquer uma das partes, permite ampliar a vida sexual proporcionando a liberdade erótica”, indica a psicóloga. Mariagrazia Marini. Hoje em dia a maioria dos fetiches e das fantasias podem continuar a ser considerados, no mínimo, estranhos, mas são apenas uma forma de a mente aumentar a proporção do prazer. E lembre-se sempre de um (enorme) pormenor: todos nós temos as nossas obsessões sexuais, por mais simples que possam parecer. E vendo melhor, se assim não fosse, será que o sexo poderia ser tão excitante!

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