Meu Amor Meu Diospiro

 

Se um dia soubesse escrever
as palavras de um só poema
com as metáforas mais íntimas
usando a rima perfeita

Sei que não seria um poema
serias meu amor tu mesmo
comigo quem sabe por perto
para te aquecer as mãos

Para me proteger do frio
e te oferecer um fado
meu refúgio sorriso claro
meu amor meu diospiro.

Eu que fui mina e fui de pedra
tenho ainda mármore nos dedos
e na voz guitarras de prata
memórias de muitos segredos.

Se um dia pudesse cantar
no verso frágil um único fado
serias tu eu estaria por perto
amêndoa doce amor perfeito.

Pedro Assis Coimbra in “As Palavras Continuam”

https://pedroassiscoimbra.blogspot.com/

Créditos da Foto: Josef Kunstmann – “The Embrace”, The circle Nr. 3/1949

 

Pedro Assis Coimbra
PAC, português cidadão do mundo, nasceu em Amiais de Baixo, Santarém em 29 de outubro de 1958 e vive em Budapeste há mais de 40 anos. “Militante das Palavras” escreve poesia porque é a maneira que tem de respirar e viver.