Quando por fim amanhece
e Lisboa se desperta
é que os teus olhos perfeitos
batem às janelas dos meus.

Os dedos finos ainda não voltaram
e como o fado está à minha espera
uso as metáforas do povo
e deixo a ternura rimar.

Permaneço por isso distante
longe de ti, longe dos meus
bem perto do coração do vento
de toda a alegria da minha canção.

Sim, porque no Tejo de todos
e nos lábios dos amantes
navega um barco do pensamento
feito de fogo, desfeito em luz.

In “As Palavars do Fado” – “As Palavras que Ficaram”

 

Palavras que foram musicadas por Davide Zaccaria e cantadas pela Fadista Joana Amendoeira

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Crédito da Foto: Pedro Trim

Bom dia Grupo Bom dia Lisboa

Posted by Pedro Timpeira on Monday, 6 July 2020

Pedro Assis Coimbra
PAC, português cidadão do mundo, nasceu em Amiais de Baixo, Santarém em 29 de outubro de 1958 e vive em Budapeste há mais de 40 anos. “Militante das Palavras” escreve poesia porque é a maneira que tem de respirar e viver.